Ainda deixo a porta aberta
Para quando você voltar!
Ainda deixo os livros e discos,
Quase tudo no lugar!
Ainda sei os seus gostos
Ainda sinto o seu gosto
Ainda vejo o seu rosto
No calor do meu rosto
Ainda deixo a fotos
Os quadros e as flores
Ainda lembro do cheiro,
Cores e sabores
Ainda mantenho os sonhos,
Planos e amores
E ainda deixo o coração aberto
Para quando você voltar.
Leandro Soares Magrani
Que sejam bem-vindos aqueles que apreciam poesia! Certa madrugada, encontravam-se quatro amigos discutindo literatura e expondo os seus pensamentos nada ébrios! Eis que pretensiosamente surge a ideia de que o pequeno, porém fervoroso, grupo expusesse seus devaneios concretos! E assim, nascia A Boca Que Pariu! Dedicado à Isabel Jerônimo, Adriano Fecher e o saudoso, mas sempre presente, José Marcos. Estamos na Rede! “O prazer engravida, mas só a dor faz parir.” Ruben Alves
Entre e descubra-nos!
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli
domingo, 13 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Soneto Del Fine Del Carnevale
Já não ouço as batucadas
Nem vejo cores nos morros
Nem os risos dos moços
E os sorrisos das moças
Já não sinto a falsa alegria
Nem a verdadeira tristeza
De pura feiúra e beleza
Que fazem a vida vazia
Já não tem samba na raiz
Nem tem quem cante feliz,
Mas há quem cante com eu
Já não tem mais carnaval
Mas há quem cante o mal
Ao qual se afoga quem bebeu!
Leandro Soares Magrani
Nem vejo cores nos morros
Nem os risos dos moços
E os sorrisos das moças
Já não sinto a falsa alegria
Nem a verdadeira tristeza
De pura feiúra e beleza
Que fazem a vida vazia
Já não tem samba na raiz
Nem tem quem cante feliz,
Mas há quem cante com eu
Já não tem mais carnaval
Mas há quem cante o mal
Ao qual se afoga quem bebeu!
Leandro Soares Magrani
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sobre o que ainda há
O que há de se querer
Quando há muito mais
De você em mim que
Eu em mim mesmo?
O que há de se fazer
Quando não há o que
Fazer em você para que
Façamos por nós mesmos?
O que há de se pensar
Quando o impensado
Reflete pensamentos
Que já não se pensam?
O que há?
O que houve?
O que haverá?
Ah! Se “Há” tivesse somente o sentido de existir!
Leandro Soares Magrani
Quando há muito mais
De você em mim que
Eu em mim mesmo?
O que há de se fazer
Quando não há o que
Fazer em você para que
Façamos por nós mesmos?
O que há de se pensar
Quando o impensado
Reflete pensamentos
Que já não se pensam?
O que há?
O que houve?
O que haverá?
Ah! Se “Há” tivesse somente o sentido de existir!
Leandro Soares Magrani
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Canção para a Menina mais Bonita
Eu queria saber cantar
Queria ter voz bonita
Queria poder encantar
A menina mais bonita
Queria saber falar
Falar coisas bonitas
Com as palavras mais bonitas
Para a menina mais bonita
Queria saber dançar
Para bailar com a menina mais bonita
Para fazer feliz
A menina mais bonita
Eu canto
Eu falo
Eu danço
Tudo pela menina mais bonita
Porque ela faz a minha vida mais bonita
Leandro Soares Magrani
14 de fevereiro de 2011
Queria ter voz bonita
Queria poder encantar
A menina mais bonita
Queria saber falar
Falar coisas bonitas
Com as palavras mais bonitas
Para a menina mais bonita
Queria saber dançar
Para bailar com a menina mais bonita
Para fazer feliz
A menina mais bonita
Eu canto
Eu falo
Eu danço
Tudo pela menina mais bonita
Porque ela faz a minha vida mais bonita
Leandro Soares Magrani
14 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Ao pé do ouvido
Somos íntimos sem ter intimidades,
Somos próximos apesar da distância
E nos gostamos sem ter sentido gosto
de gostar um do outro.
Temos química
sem física,
reações
sem ações.
E sem encontros
Encontramo-nos!
Leandro Soares Magrani
25 de janeiro de 2011
Somos próximos apesar da distância
E nos gostamos sem ter sentido gosto
de gostar um do outro.
Temos química
sem física,
reações
sem ações.
E sem encontros
Encontramo-nos!
Leandro Soares Magrani
25 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Para fora!
Quando escrevo um poema, exteriorizo o que não cabe em mim;
São tanto eus que juntos mostram o gigante que posso ser.
(O dia está amanhecendo e eu ainda não anoiteci...)
Estou sufocado!
E esse silêncio da madrugada junto frescor do sereno
Pedem mais um trago, uma dose, enfim, pedem um pouco mais de mim!
Dias escuros para noite claras,
Pois é quando todos dormem que eu acordo para a vida!
Leandro Magrani
Petrópolis, 24 de janeiro de 2011
(Às 05h49min da manhã)
.
São tanto eus que juntos mostram o gigante que posso ser.
(O dia está amanhecendo e eu ainda não anoiteci...)
Estou sufocado!
E esse silêncio da madrugada junto frescor do sereno
Pedem mais um trago, uma dose, enfim, pedem um pouco mais de mim!
Dias escuros para noite claras,
Pois é quando todos dormem que eu acordo para a vida!
Leandro Magrani
Petrópolis, 24 de janeiro de 2011
(Às 05h49min da manhã)
.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Impreenchivel
Tento me preencher com coisas mais vazias que eu:
Um noite,
Uma bebida,
Um sorriso falso,
Pessoas ainda mais falsas
Que hoje nem me enganam mais,
Aliás
Nunca enganaram,
Pois são tão vazias quanto eu
E, no fundo, apenas procuram preencher os seus vazios.
Pobres coitados!
Paupérrimos eu diria!
Todos são Universos,
Todos carregam buracos negros dentro de si,
Tão grandes que praticamente os deixam ao avesso de si mesmos.
Imprenchiveis são
Tanto quanto eu!
Leandro Soares Magrani
Um noite,
Uma bebida,
Um sorriso falso,
Pessoas ainda mais falsas
Que hoje nem me enganam mais,
Aliás
Nunca enganaram,
Pois são tão vazias quanto eu
E, no fundo, apenas procuram preencher os seus vazios.
Pobres coitados!
Paupérrimos eu diria!
Todos são Universos,
Todos carregam buracos negros dentro de si,
Tão grandes que praticamente os deixam ao avesso de si mesmos.
Imprenchiveis são
Tanto quanto eu!
Leandro Soares Magrani
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