Às vezes sou tomando por uma tristeza,
Uma tal melancolia,
Uma saudade,
Como uma doença viral
Que some por uns tempos
E volta
E incomoda
E reabri as feridas
E mantém as marcas
E faz com que nada se cicatrize.
Remédio?
Eu não o quero!
Leandro Magrani
Que sejam bem-vindos aqueles que apreciam poesia! Certa madrugada, encontravam-se quatro amigos discutindo literatura e expondo os seus pensamentos nada ébrios! Eis que pretensiosamente surge a ideia de que o pequeno, porém fervoroso, grupo expusesse seus devaneios concretos! E assim, nascia A Boca Que Pariu! Dedicado à Isabel Jerônimo, Adriano Fecher e o saudoso, mas sempre presente, José Marcos. Estamos na Rede! “O prazer engravida, mas só a dor faz parir.” Ruben Alves
Entre e descubra-nos!
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli
sábado, 8 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Reflexões
Antes eu me perguntava: _ O que era certo?
E também me perguntava: _ O que era errado?
Depois, pensei em fazer e agir como diziam ser certo,
Mesmo não gostando de certos padrões,
De certas babaquices,
Caretices hipócritas ,
Entre outras merdinhas mais!
Eu fazia!
Sabe como é?
Não coma demais!
Não durma demais!
Não beba!
Não fume!
Não se misture!
Entre tantos outros nãos que me aconselharam!
Logo as minhas auto-cobranças ficaram mais intensas,
Pois eu pensava sobre que mundo queria de mim
E sobre o que eu deveria ser para o mundo.
Mas?
Que mundo?
O meu mundinho!
Hoje, beirando a idade que Balzac tanto comentou
(sobre as mulheres, é claro),
Vejo que sempre fiz o que era certo para outros,
O que era bonito para os outros,
O que era ideal para os outros,
O que era padrão para os outros.
Até que me libertei com os meus erros.
Sim, os meus erros!
Pois só eles me mostraram
O quanto era saboroso
(Sem querer ser apologético)
Acender um cigarro no fim da noite,
Uma boa dose de bebida no fim da tarde,
Um continuar a dormir no fim da manhã.
Um misturar-se com aqueles que são errantes,
Pois isso fez de mim o que sou hoje,
Errado ou não,
Mas sou eu.
E minhas histórias,
Não há quem as tire!
E minha vida,
Não há quem há viva!
E eu,
Sem mais
Ou com menos,
Não há o quem seja
Além de mim.
E assim concluo que hoje por mais que eu faça errado, eu estou certo por fazer as minhas escolhas!
E também me perguntava: _ O que era errado?
Depois, pensei em fazer e agir como diziam ser certo,
Mesmo não gostando de certos padrões,
De certas babaquices,
Caretices hipócritas ,
Entre outras merdinhas mais!
Eu fazia!
Sabe como é?
Não coma demais!
Não durma demais!
Não beba!
Não fume!
Não se misture!
Entre tantos outros nãos que me aconselharam!
Logo as minhas auto-cobranças ficaram mais intensas,
Pois eu pensava sobre que mundo queria de mim
E sobre o que eu deveria ser para o mundo.
Mas?
Que mundo?
O meu mundinho!
Hoje, beirando a idade que Balzac tanto comentou
(sobre as mulheres, é claro),
Vejo que sempre fiz o que era certo para outros,
O que era bonito para os outros,
O que era ideal para os outros,
O que era padrão para os outros.
Até que me libertei com os meus erros.
Sim, os meus erros!
Pois só eles me mostraram
O quanto era saboroso
(Sem querer ser apologético)
Acender um cigarro no fim da noite,
Uma boa dose de bebida no fim da tarde,
Um continuar a dormir no fim da manhã.
Um misturar-se com aqueles que são errantes,
Pois isso fez de mim o que sou hoje,
Errado ou não,
Mas sou eu.
E minhas histórias,
Não há quem as tire!
E minha vida,
Não há quem há viva!
E eu,
Sem mais
Ou com menos,
Não há o quem seja
Além de mim.
E assim concluo que hoje por mais que eu faça errado, eu estou certo por fazer as minhas escolhas!
domingo, 18 de setembro de 2011
Para quem se foi e nunca se foi
Por vezes, não é mais que uma vaga lembrança,
Mas tem vezes que vem
E deixa o cheiro
E deixa o gosto
E deixa a vontade
E deixa a saudade
E me deixa só!
Leandro Magrani
Mas tem vezes que vem
E deixa o cheiro
E deixa o gosto
E deixa a vontade
E deixa a saudade
E me deixa só!
Leandro Magrani
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A máquina do tempo
Pá!
Soou
Pá!
Soou
Passou, passou, passou!
A má quina
De ganhadores
Perdidos,
A quina de jogadores
Perdidos.
Passou, passou, passou!
Jogadores de quinta à feira livre com portões fechados
Cinco números;
Cinco passados;
Cinco datas;
Cinco cavalos alados
Ao lado
De anjos gerados em laboratórios.
Pá!
Soou!
Pá!
Soou!
Se passou, minha máquina do tempo me levará aos cinco segundos em que perdi uma vida inteira!
Leandro Magrani
Soou
Pá!
Soou
Passou, passou, passou!
A má quina
De ganhadores
Perdidos,
A quina de jogadores
Perdidos.
Passou, passou, passou!
Jogadores de quinta à feira livre com portões fechados
Cinco números;
Cinco passados;
Cinco datas;
Cinco cavalos alados
Ao lado
De anjos gerados em laboratórios.
Pá!
Soou!
Pá!
Soou!
Se passou, minha máquina do tempo me levará aos cinco segundos em que perdi uma vida inteira!
Leandro Magrani
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Os lobos
[Ele disse que ela precisava da alcatéia
E em reposta ela disse que ele só precisava da lua]
Já era tarde,
Apenas se ouvia o som frio dos ventos.
As nuvens que acobertavam o céu
Foram cortadas por alguns raios lunares;
Era ela,
Majestosa,
Luminosa,
Mostrando-se aos poucos,
Deixando transparecer toda a sua alva nudez
Que outrora se escondia atrás dos véus de nuvens.
A noite era densa, a madrugada seria tensa.
Caçavam,
Ou caçavam-se.
Sentiram seus cheiros,
Odores,
Amores,
Sabores,
Possíveis dores.
E foi o sangrar por espinhos
E o perfume das flores
Que fizeram seus olhos
Voltarem a se encontrar.
A loba com a sua alcatéia
O lobo com a sua solidão.
Leandro Magrani
E em reposta ela disse que ele só precisava da lua]
Já era tarde,
Apenas se ouvia o som frio dos ventos.
As nuvens que acobertavam o céu
Foram cortadas por alguns raios lunares;
Era ela,
Majestosa,
Luminosa,
Mostrando-se aos poucos,
Deixando transparecer toda a sua alva nudez
Que outrora se escondia atrás dos véus de nuvens.
A noite era densa, a madrugada seria tensa.
Caçavam,
Ou caçavam-se.
Sentiram seus cheiros,
Odores,
Amores,
Sabores,
Possíveis dores.
E foi o sangrar por espinhos
E o perfume das flores
Que fizeram seus olhos
Voltarem a se encontrar.
A loba com a sua alcatéia
O lobo com a sua solidão.
Leandro Magrani
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Basicamente
Tenho um cobertor, papel, caneta e uma xícara de café!
Tudo isso, somado à minha imaginação, faz de mim um homem imbatível!
Leandro Magrani
Tudo isso, somado à minha imaginação, faz de mim um homem imbatível!
Leandro Magrani
Quase, quase
Quase nunca
Quase agora
Quase aqui
Quase lá fora
Quase antes
Quase demora
Quase me leva ao quarto
Quase me joga fora
Quase acreditei
Quase fui embora
Quase voltei
Quase na hora
E de resto,
Só me resta o que sobrou:
Quase tudo ou quase nada,
Mas sempre quase!
Leandro Magrani
Quase agora
Quase aqui
Quase lá fora
Quase antes
Quase demora
Quase me leva ao quarto
Quase me joga fora
Quase acreditei
Quase fui embora
Quase voltei
Quase na hora
E de resto,
Só me resta o que sobrou:
Quase tudo ou quase nada,
Mas sempre quase!
Leandro Magrani
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