Estava eu a pensar
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
A dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Que sejam bem-vindos aqueles que apreciam poesia! Certa madrugada, encontravam-se quatro amigos discutindo literatura e expondo os seus pensamentos nada ébrios! Eis que pretensiosamente surge a ideia de que o pequeno, porém fervoroso, grupo expusesse seus devaneios concretos! E assim, nascia A Boca Que Pariu! Dedicado à Isabel Jerônimo, Adriano Fecher e o saudoso, mas sempre presente, José Marcos. Estamos na Rede! “O prazer engravida, mas só a dor faz parir.” Ruben Alves
Entre e descubra-nos!
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli
sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Um lugar seguro
Aconchego
Foi o que encontrei
Num lugar seguro
Que ficava nos seus braços.
Tão cálidos,
Tão macios,
Tão únicos,
Como um sorvete
Numa madrugada quente.
Leandro Magrani
Foi o que encontrei
Num lugar seguro
Que ficava nos seus braços.
Tão cálidos,
Tão macios,
Tão únicos,
Como um sorvete
Numa madrugada quente.
Leandro Magrani
Improgramável
Em marcar o tempo
Não há sentido.
A vida não tem um prazo de validade,
A vida não pode ser como um produto perecível.
Os momentos passam,
Mas nós ficamos.
Somos árvores;
Damos frutos,
Temos nossas flores,
Aguentamos a ação do tempo,
Passamos situações
E com o tempo,
Nós nos entregamos à ação do tempo.
Não podemos dividir a vida,
Tampouco as fases,
Pois assim como estações
Tudo é interligado:
O início, o meio e o fim!
Todas as horas são decisivas
Para um início,
Para viver o meio,
Para findar.
Sem programações
Leandro Magrani
Não há sentido.
A vida não tem um prazo de validade,
A vida não pode ser como um produto perecível.
Os momentos passam,
Mas nós ficamos.
Somos árvores;
Damos frutos,
Temos nossas flores,
Aguentamos a ação do tempo,
Passamos situações
E com o tempo,
Nós nos entregamos à ação do tempo.
Não podemos dividir a vida,
Tampouco as fases,
Pois assim como estações
Tudo é interligado:
O início, o meio e o fim!
Todas as horas são decisivas
Para um início,
Para viver o meio,
Para findar.
Sem programações
Leandro Magrani
sábado, 8 de outubro de 2011
Viral
Às vezes sou tomando por uma tristeza,
Uma tal melancolia,
Uma saudade,
Como uma doença viral
Que some por uns tempos
E volta
E incomoda
E reabri as feridas
E mantém as marcas
E faz com que nada se cicatrize.
Remédio?
Eu não o quero!
Leandro Magrani
Uma tal melancolia,
Uma saudade,
Como uma doença viral
Que some por uns tempos
E volta
E incomoda
E reabri as feridas
E mantém as marcas
E faz com que nada se cicatrize.
Remédio?
Eu não o quero!
Leandro Magrani
domingo, 2 de outubro de 2011
Reflexões
Antes eu me perguntava: _ O que era certo?
E também me perguntava: _ O que era errado?
Depois, pensei em fazer e agir como diziam ser certo,
Mesmo não gostando de certos padrões,
De certas babaquices,
Caretices hipócritas ,
Entre outras merdinhas mais!
Eu fazia!
Sabe como é?
Não coma demais!
Não durma demais!
Não beba!
Não fume!
Não se misture!
Entre tantos outros nãos que me aconselharam!
Logo as minhas auto-cobranças ficaram mais intensas,
Pois eu pensava sobre que mundo queria de mim
E sobre o que eu deveria ser para o mundo.
Mas?
Que mundo?
O meu mundinho!
Hoje, beirando a idade que Balzac tanto comentou
(sobre as mulheres, é claro),
Vejo que sempre fiz o que era certo para outros,
O que era bonito para os outros,
O que era ideal para os outros,
O que era padrão para os outros.
Até que me libertei com os meus erros.
Sim, os meus erros!
Pois só eles me mostraram
O quanto era saboroso
(Sem querer ser apologético)
Acender um cigarro no fim da noite,
Uma boa dose de bebida no fim da tarde,
Um continuar a dormir no fim da manhã.
Um misturar-se com aqueles que são errantes,
Pois isso fez de mim o que sou hoje,
Errado ou não,
Mas sou eu.
E minhas histórias,
Não há quem as tire!
E minha vida,
Não há quem há viva!
E eu,
Sem mais
Ou com menos,
Não há o quem seja
Além de mim.
E assim concluo que hoje por mais que eu faça errado, eu estou certo por fazer as minhas escolhas!
E também me perguntava: _ O que era errado?
Depois, pensei em fazer e agir como diziam ser certo,
Mesmo não gostando de certos padrões,
De certas babaquices,
Caretices hipócritas ,
Entre outras merdinhas mais!
Eu fazia!
Sabe como é?
Não coma demais!
Não durma demais!
Não beba!
Não fume!
Não se misture!
Entre tantos outros nãos que me aconselharam!
Logo as minhas auto-cobranças ficaram mais intensas,
Pois eu pensava sobre que mundo queria de mim
E sobre o que eu deveria ser para o mundo.
Mas?
Que mundo?
O meu mundinho!
Hoje, beirando a idade que Balzac tanto comentou
(sobre as mulheres, é claro),
Vejo que sempre fiz o que era certo para outros,
O que era bonito para os outros,
O que era ideal para os outros,
O que era padrão para os outros.
Até que me libertei com os meus erros.
Sim, os meus erros!
Pois só eles me mostraram
O quanto era saboroso
(Sem querer ser apologético)
Acender um cigarro no fim da noite,
Uma boa dose de bebida no fim da tarde,
Um continuar a dormir no fim da manhã.
Um misturar-se com aqueles que são errantes,
Pois isso fez de mim o que sou hoje,
Errado ou não,
Mas sou eu.
E minhas histórias,
Não há quem as tire!
E minha vida,
Não há quem há viva!
E eu,
Sem mais
Ou com menos,
Não há o quem seja
Além de mim.
E assim concluo que hoje por mais que eu faça errado, eu estou certo por fazer as minhas escolhas!
domingo, 18 de setembro de 2011
Para quem se foi e nunca se foi
Por vezes, não é mais que uma vaga lembrança,
Mas tem vezes que vem
E deixa o cheiro
E deixa o gosto
E deixa a vontade
E deixa a saudade
E me deixa só!
Leandro Magrani
Mas tem vezes que vem
E deixa o cheiro
E deixa o gosto
E deixa a vontade
E deixa a saudade
E me deixa só!
Leandro Magrani
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A máquina do tempo
Pá!
Soou
Pá!
Soou
Passou, passou, passou!
A má quina
De ganhadores
Perdidos,
A quina de jogadores
Perdidos.
Passou, passou, passou!
Jogadores de quinta à feira livre com portões fechados
Cinco números;
Cinco passados;
Cinco datas;
Cinco cavalos alados
Ao lado
De anjos gerados em laboratórios.
Pá!
Soou!
Pá!
Soou!
Se passou, minha máquina do tempo me levará aos cinco segundos em que perdi uma vida inteira!
Leandro Magrani
Soou
Pá!
Soou
Passou, passou, passou!
A má quina
De ganhadores
Perdidos,
A quina de jogadores
Perdidos.
Passou, passou, passou!
Jogadores de quinta à feira livre com portões fechados
Cinco números;
Cinco passados;
Cinco datas;
Cinco cavalos alados
Ao lado
De anjos gerados em laboratórios.
Pá!
Soou!
Pá!
Soou!
Se passou, minha máquina do tempo me levará aos cinco segundos em que perdi uma vida inteira!
Leandro Magrani
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