Num Café, onde ele relia velhos poemas
Em um livro já tracejado,
O vento frio trouxe à tona um perfume
Que tal como antes esquentou o seu velho coração.
Era o cheiro da História
Viva, vivida e vívida
Fazendo-o lembrar
O quanto o viver foi bom.
Mas de onde vinha o perfume?
De lugar algum!
Porque simplesmente ele nunca se foi.
E ela sentou ao seu lado, sorriu e pediu
Um verso e uma xícara de café
Para brindar toda a poesia que essa história tem.
Leandro Magrani
Que sejam bem-vindos aqueles que apreciam poesia! Certa madrugada, encontravam-se quatro amigos discutindo literatura e expondo os seus pensamentos nada ébrios! Eis que pretensiosamente surge a ideia de que o pequeno, porém fervoroso, grupo expusesse seus devaneios concretos! E assim, nascia A Boca Que Pariu! Dedicado à Isabel Jerônimo, Adriano Fecher e o saudoso, mas sempre presente, José Marcos. Estamos na Rede! “O prazer engravida, mas só a dor faz parir.” Ruben Alves
Entre e descubra-nos!
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Por trás dos Véus
A nudez
Nua,
Crua,
Desgarrada,
Não dá vontade de ser agarrada.
Mas a nudez
Quando é semi,
Quase,
Incoberta por um véu de mistérios
À meia luz,
Ao meio tom,
Essa sim
Cativa,
É provocadora,
É provocante!
Leandro Magrani
Nua,
Crua,
Desgarrada,
Não dá vontade de ser agarrada.
Mas a nudez
Quando é semi,
Quase,
Incoberta por um véu de mistérios
À meia luz,
Ao meio tom,
Essa sim
Cativa,
É provocadora,
É provocante!
Leandro Magrani
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Soneto para o Azul
Que vontade análoga à curiosidade
De mergulhar nessa imensidão azul
Que desnorteia a uma ansiedade
Até quem se guia pela Cruz do Sul
Pois nesse espelho de claridade,
O querer entardecer nesse azul,
Ou marinhar-se ao fim da tarde,
Faz-me amanhecer em Cabul
No prazer da contemplação
Com o gosto do gosto a mais
Que batuca no coração
Para mergulhar nessa imensidão
Que tem gosto de querer mais
Entrego-me a uma nova razão.
Leandro Magrani
De mergulhar nessa imensidão azul
Que desnorteia a uma ansiedade
Até quem se guia pela Cruz do Sul
Pois nesse espelho de claridade,
O querer entardecer nesse azul,
Ou marinhar-se ao fim da tarde,
Faz-me amanhecer em Cabul
No prazer da contemplação
Com o gosto do gosto a mais
Que batuca no coração
Para mergulhar nessa imensidão
Que tem gosto de querer mais
Entrego-me a uma nova razão.
Leandro Magrani
domingo, 16 de outubro de 2011
Para os que são e para os que estão!
Estava eu a pensar
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
As dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
As dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Abraço de boa noite
Antes de deitar
Sinta o meu abraço,
Pois mesmo de longe
Estarei velando o teu sono,
Colorindo os teus sonhos.
Porque tenho tintas raras
E de magia fiz um pincel
Que pinta flores.
Pinta rosas, orquídeas, margaridas.
Mas para o teu quadro
eu pinto o amor-perfeito.
E com essas flores
Eu te deixo.
E nessas flores
Eu te deito.
Durma sonho meu.
Boa noite!
Leandro Magrani
Sinta o meu abraço,
Pois mesmo de longe
Estarei velando o teu sono,
Colorindo os teus sonhos.
Porque tenho tintas raras
E de magia fiz um pincel
Que pinta flores.
Pinta rosas, orquídeas, margaridas.
Mas para o teu quadro
eu pinto o amor-perfeito.
E com essas flores
Eu te deixo.
E nessas flores
Eu te deito.
Durma sonho meu.
Boa noite!
Leandro Magrani
sábado, 15 de outubro de 2011
Renúncias
Pra toda escolha há uma renúncia
Era mais ou menos essa a ideia da música
Que eu dia que cantei para você!
Uma ideia que não passa de uma verdade!
Vi muitos que optaram por escolhas
E assim fizeram as suas renúncias.
Como eles são admiráveis aos meus olhos,
E tão diferentes de mim e o do que eu me tornei,
Pois eu optei por não renunciar,
Não me renunciar
E sempre ter escolhas,
Mas esse SEMPRE
Sempre tem um preço
E por acreditar que só se vive de uma vez
Hoje pago os meus pecados.
E hoje me pergunto se ainda
Ainda há tempo para renunciar
As minhas escolhas
E escolher as minhas renúncias.
Leandro Magrani
Era mais ou menos essa a ideia da música
Que eu dia que cantei para você!
Uma ideia que não passa de uma verdade!
Vi muitos que optaram por escolhas
E assim fizeram as suas renúncias.
Como eles são admiráveis aos meus olhos,
E tão diferentes de mim e o do que eu me tornei,
Pois eu optei por não renunciar,
Não me renunciar
E sempre ter escolhas,
Mas esse SEMPRE
Sempre tem um preço
E por acreditar que só se vive de uma vez
Hoje pago os meus pecados.
E hoje me pergunto se ainda
Ainda há tempo para renunciar
As minhas escolhas
E escolher as minhas renúncias.
Leandro Magrani
Para os que são e para os que estão!
Estava eu a pensar
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
A dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
A dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Assinar:
Postagens (Atom)