Entre e descubra-nos!

"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ele, Ela e uma Xícara de Café

Num Café, onde ele relia velhos poemas
Em um livro já tracejado,
O vento frio trouxe à tona um perfume
Que tal como antes esquentou o seu velho coração.

Era o cheiro da História
Viva, vivida e vívida
Fazendo-o lembrar
O quanto o viver foi bom.

Mas de onde vinha o perfume?
De lugar algum!
Porque simplesmente ele nunca se foi.

E ela sentou ao seu lado, sorriu e pediu
Um verso e uma xícara de café
Para brindar toda a poesia que essa história tem.

Leandro Magrani

Por trás dos Véus

A nudez
Nua,
Crua,
Desgarrada,
Não dá vontade de ser agarrada.
Mas a nudez
Quando é semi,
Quase,
Incoberta por um véu de mistérios
À meia luz,
Ao meio tom,
Essa sim
Cativa,
É provocadora,
É provocante!

Leandro Magrani

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Soneto para o Azul

Que vontade análoga à curiosidade
De mergulhar nessa imensidão azul
Que desnorteia a uma ansiedade
Até quem se guia pela Cruz do Sul

Pois nesse espelho de claridade,
O querer entardecer nesse azul,
Ou marinhar-se ao fim da tarde,
Faz-me amanhecer em Cabul

No prazer da contemplação
Com o gosto do gosto a mais
Que batuca no coração

Para mergulhar nessa imensidão
Que tem gosto de querer mais
Entrego-me a uma nova razão.

Leandro Magrani

domingo, 16 de outubro de 2011

Para os que são e para os que estão!

Estava eu a pensar
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.

Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.

E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.

Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
As dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.

Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!

Um abraço!
Leandro Magrani

Abraço de boa noite

Antes de deitar
Sinta o meu abraço,
Pois mesmo de longe
Estarei velando o teu sono,
Colorindo os teus sonhos.

Porque tenho tintas raras
E de magia fiz um pincel
Que pinta flores.

Pinta rosas, orquídeas, margaridas.

Mas para o teu quadro
eu pinto o amor-perfeito.

E com essas flores
Eu te deixo.

E nessas flores
Eu te deito.

Durma sonho meu.

Boa noite!

Leandro Magrani

sábado, 15 de outubro de 2011

Renúncias

Pra toda escolha há uma renúncia
Era mais ou menos essa a ideia da música
Que eu dia que cantei para você!

Uma ideia que não passa de uma verdade!

Vi muitos que optaram por escolhas
E assim fizeram as suas renúncias.

Como eles são admiráveis aos meus olhos,
E tão diferentes de mim e o do que eu me tornei,
Pois eu optei por não renunciar,
Não me renunciar
E sempre ter escolhas,
Mas esse SEMPRE
Sempre tem um preço

E por acreditar que só se vive de uma vez
Hoje pago os meus pecados.

E hoje me pergunto se ainda
Ainda há tempo para renunciar
As minhas escolhas
E escolher as minhas renúncias.

Leandro Magrani

Para os que são e para os que estão!

Estava eu a pensar
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.

Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.

E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.

Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
A dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.

Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!

Um abraço!
Leandro Magrani