Mente
Nesta madrugada de sábado,
Um silêncio invadiu a minha mente!
Ouço apenas as primeiras rabiscadas
Do meu velho lápis preto... e agora ouço mais.
No silêncio profundo, acabo ouvindo os gritos
Não tão abafados que saem da minha mente!
Que ecos sãos esses?
São ecos ou apenas respostas
Ao grito que eu nunca dei?
Minha mente às vezes mente!
Somente!
Que sejam bem-vindos aqueles que apreciam poesia! Certa madrugada, encontravam-se quatro amigos discutindo literatura e expondo os seus pensamentos nada ébrios! Eis que pretensiosamente surge a ideia de que o pequeno, porém fervoroso, grupo expusesse seus devaneios concretos! E assim, nascia A Boca Que Pariu! Dedicado à Isabel Jerônimo, Adriano Fecher e o saudoso, mas sempre presente, José Marcos. Estamos na Rede! “O prazer engravida, mas só a dor faz parir.” Ruben Alves
Entre e descubra-nos!
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli
sábado, 29 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Ele, Ela e uma Xícara de Café
Num Café, onde ele relia velhos poemas
Em um livro já tracejado,
O vento frio trouxe à tona um perfume
Que tal como antes esquentou o seu velho coração.
Era o cheiro da História
Viva, vivida e vívida
Fazendo-o lembrar
O quanto o viver foi bom.
Mas de onde vinha o perfume?
De lugar algum!
Porque simplesmente ele nunca se foi.
E ela sentou ao seu lado, sorriu e pediu
Um verso e uma xícara de café
Para brindar toda a poesia que essa história tem.
Leandro Magrani
Em um livro já tracejado,
O vento frio trouxe à tona um perfume
Que tal como antes esquentou o seu velho coração.
Era o cheiro da História
Viva, vivida e vívida
Fazendo-o lembrar
O quanto o viver foi bom.
Mas de onde vinha o perfume?
De lugar algum!
Porque simplesmente ele nunca se foi.
E ela sentou ao seu lado, sorriu e pediu
Um verso e uma xícara de café
Para brindar toda a poesia que essa história tem.
Leandro Magrani
Por trás dos Véus
A nudez
Nua,
Crua,
Desgarrada,
Não dá vontade de ser agarrada.
Mas a nudez
Quando é semi,
Quase,
Incoberta por um véu de mistérios
À meia luz,
Ao meio tom,
Essa sim
Cativa,
É provocadora,
É provocante!
Leandro Magrani
Nua,
Crua,
Desgarrada,
Não dá vontade de ser agarrada.
Mas a nudez
Quando é semi,
Quase,
Incoberta por um véu de mistérios
À meia luz,
Ao meio tom,
Essa sim
Cativa,
É provocadora,
É provocante!
Leandro Magrani
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Soneto para o Azul
Que vontade análoga à curiosidade
De mergulhar nessa imensidão azul
Que desnorteia a uma ansiedade
Até quem se guia pela Cruz do Sul
Pois nesse espelho de claridade,
O querer entardecer nesse azul,
Ou marinhar-se ao fim da tarde,
Faz-me amanhecer em Cabul
No prazer da contemplação
Com o gosto do gosto a mais
Que batuca no coração
Para mergulhar nessa imensidão
Que tem gosto de querer mais
Entrego-me a uma nova razão.
Leandro Magrani
De mergulhar nessa imensidão azul
Que desnorteia a uma ansiedade
Até quem se guia pela Cruz do Sul
Pois nesse espelho de claridade,
O querer entardecer nesse azul,
Ou marinhar-se ao fim da tarde,
Faz-me amanhecer em Cabul
No prazer da contemplação
Com o gosto do gosto a mais
Que batuca no coração
Para mergulhar nessa imensidão
Que tem gosto de querer mais
Entrego-me a uma nova razão.
Leandro Magrani
domingo, 16 de outubro de 2011
Para os que são e para os que estão!
Estava eu a pensar
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
As dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Sobre o ofício que escolhi
E vi que poderia ter me enganado.
Pois o meu ofício
Exige muito de mim;
Exige compromisso;
Exige paciência;
Exige competência;
Exige ânimo;
Exige conhecimento.
E, sendo humano como sou,
Errante e cheio de falhas
Como outro qualquer,
Vi o quanto é custoso ser assim.
Por que quando se tem um ofício
Que não tem, para uns e outros,
O reconhecimento que deveria ter,
O valor que deveria ter,
E quando falo em valores
Amplio os significados.
Pois o meu ofício não é valorizado e tampouco valorado,
As dúvidas, indubitavelmente, pairam sobre nossas mentes.
Mas é diante de tudo isso
Que refleti sobre uma das coisas
Que trabalho em meu ofício:
Os verbos “ser “e “estar”!
Os dois são verbos de ligação,
Os dois ligam predicativos aos sujeitos,
Mas é aí que está a diferença,
Pois ao atribuir características aos sujeitos
Nota-se quem “é” professor
E quem “estar” professor!
E para os sujeitos que “estão” professores,
Eu aconselho que repensem, sim, as suas vidas e as suas escolhas,
E para os sujeitos que “são” professores, assim como eu,
Deixo os meus sinceros parabéns por terem, entre pedras e espinhos,
O dom de colher flores e frutos!
Um abraço!
Leandro Magrani
Abraço de boa noite
Antes de deitar
Sinta o meu abraço,
Pois mesmo de longe
Estarei velando o teu sono,
Colorindo os teus sonhos.
Porque tenho tintas raras
E de magia fiz um pincel
Que pinta flores.
Pinta rosas, orquídeas, margaridas.
Mas para o teu quadro
eu pinto o amor-perfeito.
E com essas flores
Eu te deixo.
E nessas flores
Eu te deito.
Durma sonho meu.
Boa noite!
Leandro Magrani
Sinta o meu abraço,
Pois mesmo de longe
Estarei velando o teu sono,
Colorindo os teus sonhos.
Porque tenho tintas raras
E de magia fiz um pincel
Que pinta flores.
Pinta rosas, orquídeas, margaridas.
Mas para o teu quadro
eu pinto o amor-perfeito.
E com essas flores
Eu te deixo.
E nessas flores
Eu te deito.
Durma sonho meu.
Boa noite!
Leandro Magrani
sábado, 15 de outubro de 2011
Renúncias
Pra toda escolha há uma renúncia
Era mais ou menos essa a ideia da música
Que eu dia que cantei para você!
Uma ideia que não passa de uma verdade!
Vi muitos que optaram por escolhas
E assim fizeram as suas renúncias.
Como eles são admiráveis aos meus olhos,
E tão diferentes de mim e o do que eu me tornei,
Pois eu optei por não renunciar,
Não me renunciar
E sempre ter escolhas,
Mas esse SEMPRE
Sempre tem um preço
E por acreditar que só se vive de uma vez
Hoje pago os meus pecados.
E hoje me pergunto se ainda
Ainda há tempo para renunciar
As minhas escolhas
E escolher as minhas renúncias.
Leandro Magrani
Era mais ou menos essa a ideia da música
Que eu dia que cantei para você!
Uma ideia que não passa de uma verdade!
Vi muitos que optaram por escolhas
E assim fizeram as suas renúncias.
Como eles são admiráveis aos meus olhos,
E tão diferentes de mim e o do que eu me tornei,
Pois eu optei por não renunciar,
Não me renunciar
E sempre ter escolhas,
Mas esse SEMPRE
Sempre tem um preço
E por acreditar que só se vive de uma vez
Hoje pago os meus pecados.
E hoje me pergunto se ainda
Ainda há tempo para renunciar
As minhas escolhas
E escolher as minhas renúncias.
Leandro Magrani
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