Entre e descubra-nos!

"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Assim: Do Nada

Entre os teus tecidos brancos Com perfume de açucena, Dando brilho a minha vida Quase sempre nunca amena, Misteriosamente, surge como Vinda da tela de um cinema Aquela que para mim É coberta de graça plena: Pequena felina que Feliz me faz a cada cena . Leandro Magrani

quarta-feira, 14 de março de 2012

Todo dia é dia

Para a poesia não há dia
Para a poesia não há dia a dia.

Em dias que não há
Há dias em que há.

Há dia que há dias
A poesia não se adia.

Ela tarda, mas não falha
Ela fala e não cala.

E para todo dia
O prato do dia é a poesia!

Leandro Magrani

Feliz dia nacional da poesia! 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Super Eu

Atrás dos óculos
Fazendo pose
Auto suficiente
Estou eu.

Escondendo-me
Com minha capa
De heroi em ruínas
Estou eu.

Entre sorrisos e risos
Atitudes em altitudes
Do alto para a queda
Estou eu.

Negando a realidade
De não superar
A pedra radioativa
Estou eu.

Só esperando
Superar quem supere
Ou quem me supra:
Super eu!

Leandro Magrani

Na ponta do pé

São as sapatilhas da bailarina
Mágicas que a fazem bailar
Como leve pluma branca
Solta em saltos pelo ar?

São os pés da bailarina,
Pernas soltas pelo ar
Em saltos soltos
Piruetas a cirandar?

São as mãos da bailarina
Estrelas querendo pegar
De planeta em planeta
Em cometas a viajar?

São os laços da bailarina
Em seus cabelos a amarrar
Cachos e cachoeiras
Fios de ouro a brilhar?

São os véus da bailarina
Nos céus a flutuar
Cores caras, raras flores
Num mundo a desvendar?

É a bailarina menina
Em danças de criança
Na ponta do pé
A me encantar.

Leandro Magrani

A Teoria da Verdade

E eles me chamam poeta;
Eu que sou um nada nobre
Vagabundo sem meta,
Sem reta, sem diretriz.

Ator, atormentado,
Com a mentira,
Que é verdade,
A um palmo do nariz.

E eles me chamam poeta;
Um bêbado sem medo
Revelador de segredos
Que em cada gole se vai.

De caráter próprio,
Com o princípio exato,
Faço da bebida que entra
A verdade que sai.

Leandro Magrani

A tempo

Não sois vós aquela
Menina de outrora,
Agora sois uma vovó,
Uma senhora:
Senhora sem horas.
E o tempo descabido,
Que no cabide ficou,
Coube ou cabe de baixo
Dos teus alvos fios,
Em teias tecendo o tecido
Que foi tecido
Pelo tempo que passou.

Leandro Magrani.




Um beijo para a minha mamãe!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Perdidos na noite

E mais uma vez,
Cá estamos nós!
Entrelaçados, entre nós
E sem laços entre nós!

Será alguma doença do coração
Que faz a mente se perder
Em desequilíbrio
Por excesso de emoção?

Ou por não saber a medida
da desmedida contenção?


Leandro Magrani