Mal eu havia sido concebido
Mal haviam me dado à luz
E, em mim, tropeçavam.
Fatigadas retinas,
Exaustos glóbulos oculares,
De vida minha não vista.
Turbulentas rotas,
Virulentas horas,
E, em mim, tropeçavam.
A retaliação foi o fim do inicio,
Pois duas opções foram-me dadas:
Ser pedra ou poeta.
E ao optar pelo que eu quis,
Minhas palavras ecoaram
Sem tropeçar pelo caminho.
Leandro Magrani
Que sejam bem-vindos aqueles que apreciam poesia! Certa madrugada, encontravam-se quatro amigos discutindo literatura e expondo os seus pensamentos nada ébrios! Eis que pretensiosamente surge a ideia de que o pequeno, porém fervoroso, grupo expusesse seus devaneios concretos! E assim, nascia A Boca Que Pariu! Dedicado à Isabel Jerônimo, Adriano Fecher e o saudoso, mas sempre presente, José Marcos. Estamos na Rede! “O prazer engravida, mas só a dor faz parir.” Ruben Alves
Entre e descubra-nos!
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli
domingo, 14 de novembro de 2010
Ás na manga
Todos nós temos um "ás" na manga.
Por fim, só nos resta a hora certa de saber usá-lo.
Para alguns, morrer tornar-se-á um ato de heroísmo,
outros dirão que o ato de vilania estará em viver.
Mas entre vencer ou morrer
o que me importa
é não estar perdido,
pois nem morto
nem vencido
quero estar
ao final
do
jogo.
...
Aliás, é a minha vez de jogar.
Leandro Magrani
Por fim, só nos resta a hora certa de saber usá-lo.
Para alguns, morrer tornar-se-á um ato de heroísmo,
outros dirão que o ato de vilania estará em viver.
Mas entre vencer ou morrer
o que me importa
é não estar perdido,
pois nem morto
nem vencido
quero estar
ao final
do
jogo.
...
Aliás, é a minha vez de jogar.
Leandro Magrani
Reflexos do escorpião.
Em frente ao escorpião, encontro-me agora...
Ele parece estar tão estático quanto eu,
E, assim como eu, espera por um movimento
Brusco, lento, derradeiro, letal, mortal...
Ele ou eu?
Morrer ou correr?
Esperar ou matar?
Seus olhos acompanham minha respiração,
E cada tenso e intenso pulsar por mim emitido
é sentido por ele tal como eu o sinto também.
Ele ou eu?
Paraíso ou fel?
Inferno ou mel?
Ameaçamos avançar; PARAMOS!
Voltamos a nossa posição de estátuas,
Eu e o escorpião! O Escorpião e eu!
E em frente ao espelho encontro-me agora.
[Tudo se faz como outrora.]
Leandro Magrani
Ele parece estar tão estático quanto eu,
E, assim como eu, espera por um movimento
Brusco, lento, derradeiro, letal, mortal...
Ele ou eu?
Morrer ou correr?
Esperar ou matar?
Seus olhos acompanham minha respiração,
E cada tenso e intenso pulsar por mim emitido
é sentido por ele tal como eu o sinto também.
Ele ou eu?
Paraíso ou fel?
Inferno ou mel?
Ameaçamos avançar; PARAMOS!
Voltamos a nossa posição de estátuas,
Eu e o escorpião! O Escorpião e eu!
E em frente ao espelho encontro-me agora.
[Tudo se faz como outrora.]
Leandro Magrani
Alfarrábio – Páginas em branco
Ao ouvir a voz do amigo dizendo
Sobre o livro da vida,
Pensei em todas as páginas
Por nós já escritas.
Cada segundo é uma letra,
Cada minuto é uma palavra,
Cada hora é uma frase,
Cada dia é um texto.
Assim é o livro:
Com páginas repletas de histórias,
Felizes ou tristes, de guerra ou paz,
De amores ou desamores, mas vivas!
E a cada segundo que respiro
Brinco com letras, meus papéis e minha caneta!
Almejo que nossos livros se transformem
Em alfarrábios para que quando o autor dos autores
For nos contar a sua verdadeira história,
Nós tenhamos algumas para contar também.
Cada segundo é uma letra,
Cada minuto é uma palavra,
Cada hora é uma frase,
Cada dia é um texto.
Escreveremos não só o que deveremos, mas também
o que queremos, pois que mestre me perdoe,
Pois eu sou tudo, posso querer ser tudo
E com tudo isso, faço em mim todos os sonhos do mundo.
E a cada segundo que respiro
Brinco com letras, meus papéis e minha caneta!
Leandro Magrani
Sobre o livro da vida,
Pensei em todas as páginas
Por nós já escritas.
Cada segundo é uma letra,
Cada minuto é uma palavra,
Cada hora é uma frase,
Cada dia é um texto.
Assim é o livro:
Com páginas repletas de histórias,
Felizes ou tristes, de guerra ou paz,
De amores ou desamores, mas vivas!
E a cada segundo que respiro
Brinco com letras, meus papéis e minha caneta!
Almejo que nossos livros se transformem
Em alfarrábios para que quando o autor dos autores
For nos contar a sua verdadeira história,
Nós tenhamos algumas para contar também.
Cada segundo é uma letra,
Cada minuto é uma palavra,
Cada hora é uma frase,
Cada dia é um texto.
Escreveremos não só o que deveremos, mas também
o que queremos, pois que mestre me perdoe,
Pois eu sou tudo, posso querer ser tudo
E com tudo isso, faço em mim todos os sonhos do mundo.
E a cada segundo que respiro
Brinco com letras, meus papéis e minha caneta!
Leandro Magrani
Ode escarnecedora a Ti
Em teu mundo - um pequeno salão -
Não vejo mil palhaços, além de Ti,
Jovem Bufão!
Entre os sonhos do Pierrô
Entre as quimeras do Arlequim
Vejo que teu espetáculo chegou ao fim.
Sem a Colombina e caído do cavalo,
Neste jogo de cartas marcadas,
Vejo tuas lágrimas indo pelo ralo.
E de Ti, gargalho!
Mas como bom cavalheiro que sou
Conto-lhe o meu segredo;
Pois enquanto teus ases foram jogados,
Meu Coringa manteve-se ileso.
Agora tua dor faz cócegas em mim,
Porque vejo que não há nada
Mais apalermado além de Ti!
P.S: A utilização da letra helenística fica à escolha do cliente.
Leandro Magrani
Não vejo mil palhaços, além de Ti,
Jovem Bufão!
Entre os sonhos do Pierrô
Entre as quimeras do Arlequim
Vejo que teu espetáculo chegou ao fim.
Sem a Colombina e caído do cavalo,
Neste jogo de cartas marcadas,
Vejo tuas lágrimas indo pelo ralo.
E de Ti, gargalho!
Mas como bom cavalheiro que sou
Conto-lhe o meu segredo;
Pois enquanto teus ases foram jogados,
Meu Coringa manteve-se ileso.
Agora tua dor faz cócegas em mim,
Porque vejo que não há nada
Mais apalermado além de Ti!
P.S: A utilização da letra helenística fica à escolha do cliente.
Leandro Magrani
sábado, 13 de novembro de 2010
Fiz-me em mim
Faço-me poeta!
Capturo palavras ao vento
No campo aberto que
É a minha mente.
Efervescente é a minha imaginação.
Explosivo tornou-se o meu coração.
Coexisto comigo,
Amando-me como um amigo.
Elocubro o meus
Devaneios mais sinceros.
Pois ao alforriar-me
Do cárcere dos meus desamores,
Vivo de amores pelo que sou.
Fiz-me poeta!
Leandro Magrani
Capturo palavras ao vento
No campo aberto que
É a minha mente.
Efervescente é a minha imaginação.
Explosivo tornou-se o meu coração.
Coexisto comigo,
Amando-me como um amigo.
Elocubro o meus
Devaneios mais sinceros.
Pois ao alforriar-me
Do cárcere dos meus desamores,
Vivo de amores pelo que sou.
Fiz-me poeta!
Leandro Magrani
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Olhos: Janelas d’alma
Um dia me disseram que eu tenho o sorriso lindo.
Mas que não combinava com os meus olhos.
Porque eram olhos tristes.
Meus olhos são as janelas de minh’alma.
Logo, a minha alma estava triste.
Olhei-me, e vi...
que eu sou muito mais
que qualquer dor.
E os meus olhos voltaram a sorrir.
Leandro Magrani
Mas que não combinava com os meus olhos.
Porque eram olhos tristes.
Meus olhos são as janelas de minh’alma.
Logo, a minha alma estava triste.
Olhei-me, e vi...
que eu sou muito mais
que qualquer dor.
E os meus olhos voltaram a sorrir.
Leandro Magrani
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