Entre e descubra-nos!

"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais!" Fernando Anitelli



terça-feira, 26 de julho de 2011

Soneto dos dois lados

Minha mente e o meu coração,
Enfim, resolveram duelar
Sem meu domínio na questão,
Sem minhas mãos a me segurar.

Golpeia a mente o coração,
Mente ao coração quer enganar,
Foge da mente o coração
Mente ao coração quer golpear.

Com golpes de sorte ou de azar,
No certame da mente e o coração,
Qual dos dois poderá ganhar?

Será que ganho eu e ela me ganhará,
Na disputa entre a razão e a emoção,
Ou será que perco eu e ela me perderá?

Leandro Magrani

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Foi necessário

Certas coisas , por mais que doam, são necessárias!
Por vezes, precisamos mexer nas roseiras
Tal como precisamos vê-las perdendo as forças,
Suas rosas caindo e despetalando-se.

Até precisamos sentir a dor de alguns espinhos,
Mas as roseiras, se cuidadas da forma correta,
Com água pura, com atenção e com carinho
Darão rosas tão bonitas ou mais como as de outrora.

Não tenhamos dúvidas de que nós dois
Precisamos de flores, cores e perfumes.
E que há em algum lugar o que buscamos.

Para tanto, não temamos as roseiras como estão agora
Pensemos que as dores e os espinhos foram necessários
Para nos mostrarem as nossas verdadeiras belas rosas.

Leandro Magrani

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma boa e velha amizade é atitude tal como o bom e velho Rock’n Roll

E é no Dia do Amigo que deixo um texto para Uns e Outros ou Nenhum de Nós que são Heróis da Resistência.
Agindo como Titãs com Ira de uma Legião Urbana que foge do Barão Vermelho e o seu Ultraje a Rigor, elaborado pelos Engenheiros do Hawaíí para uma Plebe Rude sem Capital Inicial ao menos para fazer com que suas frases de Paralamas tenham algum Sucesso, ou para ver as meninas de Biquíni Cavadão sob os olhos dos Inimigos do Rei que no fundo temem que sejam feitas Revoluções Por Minuto!
Bem, se não forem santos como o Lulu ou maus como o Lobão, sejam Exagerados entre a Bossa nova e o Rock’n Roll porque no fim, sempre haverá uma Gatinha Manhosa à espera de Maluco Beleza doce como mel do Kid Abelha preso em sua camisa de força ou solto com sua Camisa de Vênus. Mas tomem cuidado com os Ratos de Porão, pois possa ser que numa Blitz um Aborto elétrico pode causar a sua Sepultara!
E assim, respeitando as diferenças, sejamos Mutantes e não Miquinhos amestrados, pois são as antíteses dos Secos e Molhados que nos inspiram a buscar um equilíbrio nunca distante!
Recado dado para os amigos que, na intensidade que a vida nos permite, não são meros Restardados!
Por isso, hoje, coloquem a sua Roupa Nova, e curtam os bons e velhos amigos da vida ao som de um bom e velho Rock’n Roll!

Leandro Magrani
20/07/2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Meus tempos de menina

Meu tempo de menina

Eu amo ser grande,
Mas hoje fui infectada
Pelo vírus da juventude!

Que bom que posso
Fingir que ainda tenho 18 anos
E ser menina outra vez.

Com meus cabelos longos.
Voltar a usar o meu All Star rosa
E estar com fitinhas de cabelo.

Tomar as minhas primeiras tequilas
Usar qualquer coisa
E falar qualquer coisa

Coisas juvenis,
Descontraídas,
Até mesmo imbecis.

Que saudade
De poder ser imbecil
Sem preconceito algum.

Ser mais simples,
Rir bobamente
E depois voltar para a vida real.

Percebo que ela está cada vez mais distante,
Mas não está perdida no tempo
Ou num tempo qualquer.

Tempo de amigos na faculdade,
Manhãs sendo amanhecidas,
Noites sendo ridas.

E mesmo quando volto
Para a realidade,
Ainda ouço as músicas.

Que roubam minh’alma
E que, como antes, ficam
Bailando fora de mim.


Leandro Magrani


(Sobre uma menina especial)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Enquanto ela não vem

Quantos caminhos ainda temos que cruzar?
Para que nossos caminhos voltem a se cruzar?

E esperar por tudo, desde que não me prometa nada.
E esperar por nada, desde que se faça tudo!

Nem sempre, intuitivamente, trilho os meus caminhos,
Sem eira e nem beira.

Sigo o sol,
Sigo a lua,
Sigo o fogo, a água, a terra e o ar.

Porque sinto o sol,
Sinto a lua,
Sinto o fogo, a água terra e o ar.

Talvez, eu não precise me guiar,
Nem buscar.
Pois, assim, ela vem
Sozinha,
Porque sabe o caminho

Enquanto isso,
Ficarei com o papel e a caneta na mão
Esperando por ela:
A minha inspiração.

Leandro Magrani

Tempos Verbais

Em algum lugar do passado

Ficou um sorriso

Em algum lugar do passado

Ficou uma lágrima

Em algum lugar do passado

Ficou um amor

Em algum lugar do passado

Ficou uma dor



Neste momento

Estou aqui

No meu lugar

Neste momento

Estou aqui

No meu canto



Neste momento

Estás aí

No teu lugar

Neste momento

Estás aí

No teu canto



E quando penso em algum lugar do futuro

Sinto vontade de tomar café

Sinto o cheiro

Sinto o aroma

Sinto o calor

Sinto isso em algum lugar do futuro.



Leandro Magrani

domingo, 26 de junho de 2011

Quando as palavras envelhecem...

Dizemos milhares de palavras,
Inventamos e reinventamos outras mais.

Há algumas que se mantém firmes,
Outras não servem nem para ser escritas.

Há palavrinhas e também há palavrões,
Há palavrinha que é palavrão.

E existem palavras que perdem o seu sentido
Até mesmo diante do sem sentido,
Ou do que não se sente mais como outrora
Mas no fundo, por baixo da poeira,
Por trás dos livros novos,
Certas palavras continuam vivas,
Mesmo que adormecidas
Esperando apenas por alguém que as fale
E alguém que as ouça
Para que os seus sentidos sejam sentidos.

As palavras não envelhecem,
Nós envelhecemos
Mas não envelhecemos os sentidos
E os sentimentos dentro de nós.

Leandro Magrani.